ftm esp

O conteúdo desta página requer uma versão mais recente do Adobe Flash Player.

Obter Adobe Flash player

esp
 
Home Faculdade Cursos Pos Biblioteca Notas Noticias Ouvidoria
  Apoio Empresarial - link...
 
conexao
 
Calendario
 
CPA
 
Contrato
 
Convenio
 
 
Extensão
 
empresajr
 
 
Jornada Científica
 
Laboratórios
 
Manual do Aluno
 
Noticias
 
Processo Seletivo
 
Regimento
 
Semanas Acadêmicas
 
 
Unidade de Apoio
 
 
 
 
FTM - Faculdade Triângulo Mineiro
Faculdade - FTM 40 Anos
 
40anos
 

Reconstruir a história da Escola de Administração de Empresas de Ituiutaba (EAEI), hoje Faculdade Triângulo Mineiro (FTM), é uma tarefa que compreende, dialogicamente, duas dimensões temporais, descritas por Bakthin (1994), como o curto e o longo tempo de duração da história.

O curto tempo, para esse autor, engloba o contexto de uso específico, o passado recente ou tempo vivido e o futuro esperado, é o tempo da Faculdade Triângulo Mineiro. O longo tempo consiste no diálogo infinito e inacabado, no qual nenhum sentido morre, constituindo as vozes de outrora que povoam o curto tempo. Recriar o longo tempo é, portanto, revisitar o ano de 1968 e erguer da memória documental e coletiva as informações sobre o processo de criação e implantação da EAEI e sua continuidade na FTM.

Para tanto, considera-se que, segundo Saviani (2008), o presente se enraíza no passado e se projeta no futuro. Logo, não podemos compreender o curto tempo se não compreendermos as suas raízes, fincadas no longo tempo. Esse movimento entre o curto e o longo tempo implica o estudo da gênese da EAEI/FTM.

Os materiais básicos para a reconstrução do longo tempo da Faculdade Triângulo Mineiro foram documentos escritos, disponíveis na Secretaria da FTM, trabalhadas como fontes primárias, e depoimentos orais de personalidades que idealizaram e criaram a EAEI. Esses depoimentos estão registrados em VTs e fazem parte do acervo da Faculdade.

A ideia de implantação de uma faculdade em Ituiutaba surgiu, em 1965, como plataforma de governo do então candidato à prefeitura, o Dr. Álvaro Otávio Macedo de Andrade. Mas foi em 1966 que dois fiscais do Estado de Minas Gerais resolveram abrir uma faculdade na cidade e chegaram, inclusive, a realizar o processo seletivo, contanto com um grande número de inscritos. No entanto, como não houve autorização para funcionamento, a faculdade nem chegou a funcionar.

O então prefeito Sammir Tannus e o Dr. Manuel Agostinho, com base na demanda pelo ensino superior, resolveram fundar a Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras.

Em 1967, o Sr. Nivaldo Inácio Moreira, diretor da Associação Comercial, Industrial e Agropecuária de Ituiutaba (ACIAPI), hoje Associação Comercial e Industrial de Ituiutaba (ACII), convocou uma Assembléia Extraordinária, realizada em 27 de setembro de 1968, com o propósito de discutir a implantação, pela ACII, do curso de Administração de Empresas aos moldes da Associação Comercial de Uberaba que era mantenedora da Faculdade de Ciências Econômicas.

"Fazer funcionar em nossa cidade uma escola de ensino superior, a fim de que os nossos jovens, egressos do curso secundário, possam ter, aqui, a continuação de sua vida estudantil". Esse era o propósito da ACII, explicitado no discurso proferido pelo Sr. Rafael Eugênio de Azeredo Coutinho, segundo consta na ata lavrada pelo secretário José Feres Sobrinho.

Nessa mesma assembleia formou-se uma comissão de ensino que cuidaria da implantação do curso de Administração de Empresas: Nivaldo Inácio Moreira, Álvaro Otávio Macedo de Andrade, Lourival Almeida Ribeiro, Nivaldo Martins de Souza, Rafael Eugênio de Azeredo Coutinho, Gerson Abrão, Dalton Chaves Vilela, José Manuel Pinheiro, Rubens Jorge Cury e Dr. Hélio Benício de Paiva. Foi indicado também o nome do 1º diretor da Faculdade - Dr. Pedro Neto Rodrigues Chaves -, economista formado pela Faculdade de Ciências Econômicas de Belo Horizonte (UFMG).

O Dr. Pedro Neto solicitou, então, autonomia administrativa, financeira e educacional e deu início aos trâmites legais para a implantação da Faculdade. Primeiramente, entrou em contato com o Dr. Juarez Altafim, Diretor da Faculdade de Uberlândia, hoje, Universidade Federal de Uberlândia, e com a colaboração dele, tomou conhecimento dos estatutos que regiam a educação superior e montou o regimento para apresentar ao Conselho Federal de Educação.

Uma grande contribuição para o processo de implantação da EAEI foi dada pelo Dr. Rondon Pacheco, grande político do Triângulo que, na época, ocupava a pasta de Ministro da Casa Civil, no governo de Costa e Silva, e interferiu junto aos órgãos competentes para agilizar o processo de autorização.

Assim, em 31 de março de 1970, foi autorizado o curso de Administração de Empresas da Escola de Administração de Empresas de Ituiutaba e, como o processo seletivo, já havia sido realizado, anteriormente, o ano letivo da EAEI iniciou-se em 03 de abril de 1970.

As aulas eram ministradas em salas do Instituto Marden, cedidas pelo Dr. Álvaro Otávio Macedo de Andrade, e a primeira turma iniciou-se com 120 alunos matriculados. Os primeiros professores da EAEI foram: Pedro Neto Rodrigues Chaves, David Cury Hanna, Hélio Benício de Paiva, Celso Franco de Gouveia, Rafael Eugênio de Azeredo Coutinho, José Roberto Finoti, Vânia Aparecida Alves de Moraes Jacob, Gerson Abrão, Reinaldo Campos Andraus, Diana Stael Martins Barros, Vanderli Anacleto de Campos, Ataulfo Marques Martins da Costa, José Mauro de Castro, Aluísio Andrade Chaves, Públio Chaves, Oswaldo Pádua Vilela e Jarbas Gomide. Izones do Nascimento Silva foi a primeira secretária e Maria de Lourdes Nogueira, a primeira tesoureira.

Em 1971, o Dr. Álvaro Otávio Macedo de Andrade assumiu a prefeitura de Ituiutaba e, por meio de um Projeto de Lei, aprovado pela Câmara dos vereadores, doou um terreno de 100.000m2 para a construção do Campus Universitário, o primeiro do Estado de Minas Gerais. A EAEI ficou com 8.000m2 e a FEIT com 92.000m2.

Com ações doadas pela Cemig e repassadas às Faculdades pelo prefeito Samir Tannus, foi possível o início da construção do Campus Universitário. Todo o plano diretor do Campus foi elaborado pelo arquiteto ituiutabano Martiniano Ribeiro Muniz, que projetou os prédios em forma de H maiúsculo.

A ACII responsabilizou-se pela construção do prédio e, graças ao apoio dos empresários, iniciaram-se as obras. No final de 1972, a EAEI transferiu-se definitivamente para a sede atual e, em 1975, o Decreto Presidencial nº 76.159 reconheceu a Escola e o Curso de Administração de Empresas.

No ano de 1983, a EAEI passou a chamar-se Escola Superior de Ciências Administrativas de Ituiutaba (ESCAI), mas, em 1985, em função da instalação do Curso de Ciências Contábeis, fez-se necessária outra mudança e a ESCAI passou a ser denominada Escola Superior de Ciências Contábeis e Administrativas de Ituiutaba (ESCCAI).

No ano de 2002 foram criados dois novos cursos - Publicidade e Propaganda e Turismo. Com a implantação deles houve necessidade de alteração da denominação e a Faculdade passou a chamar-se Faculdade Triângulo Mineiro.

O curto tempo desse resgate histórico situa-se em 2008, ano em que a FTM comemora 40 anos. Mas não é o seu marco final, pois essa história de sucesso não termina aqui, projeta-se para muitos outros 40 anos, em virtude da sólida relação entre a Faculdade e a mantenedora - ACII. O compromisso com o desenvolvimento regional e com a qualidade do ensino superior sempre foi preocupação dos diretores da FTM endossada pelos diretores da ACII.

Viver o curto tempo da FTM é viver, então, a direção do professor Fernando Alves Viali, que, em plena sintonia com os propósitos da ACII, mantém diálogo estreito e responsável com a direção da mantenedora, liderada pelo Sr. Gérson Sebastião de Souza, no sentido de, a cada dia, oferecer à população tijucana soluções criativas, inovadoras e empreendedoras em administração, contabilidade e publicidade.

Nesse sentido, no fluxo da construção e reconstrução da história, é possível perceber e compreender as transformações da EAEI/FTM, impulsionadas pelos interesses e propósitos de seus diretores. Assim, conforme Corrêa (2003), desse diálogo entre o curto e o longo tempo, resulta o futuro esperado, sob a forma de plano de ação, do que ainda precisa e pode ser feito pelas futuras direções.
 
Voltar...

O conteúdo desta página requer uma versão mais recente do Adobe Flash Player.

Obter Adobe Flash player